quarta-feira, fevereiro 21

Paisagem dos Biscoitos-A Vinha ou a Casinha????





Anónimo:

Caros Amigos,Não consigo entender, se na ilha do Pico esta Paisagem é protegida porque é que estão a acabar com a NOSSA??!!!

31 Comments:

At 21/2/07 18:24, Anonymous Anónimo said...

Se vissem a fotografia aérea, morriam de susto.
Estou contigo Marco - VAMOS A ELES!

Jesus Bettencourt

 
At 21/2/07 18:27, Anonymous Anónimo said...

O que se vê nestas fotos não dá a real situação do momento.
a situação é semelhante a cogumelos no Outono.
Vai morrer mais um lugar belo, por incúria, conivência e cumplicidade dos responsáveis (CamaraPV-DROTRH).
Hááá, e para nosso deleite, todas estas casinhas têm fossas rotas que derramam directamente para aquelas nascentes que vemos nas poças ao longo da costa. É aproveitar e beber.
É imensa a nossa impotência para ferir de morte estas práticas.
Jorge Marcos

 
At 21/2/07 19:12, Anonymous Pedro Botelho said...

Meus amigos ,

mais um caso simples de policia ...desculpem se continuo a insistir no tema ...cadeia neles... daqui a pouco uma casinha ao lado da outra ...imaginem a cena...uma verdadeira favela , com todo o respeito aos moradores das favelas que ao contrário destas casinhas moram por necessidade e não para "veranear" ...
um absurdo , se ninguém fizer nada vai ser igual a formigueiro ...imaginem a festa...dos esgotos então nem se fala...
um abraço
Pedro Botelho

 
At 21/2/07 21:02, Anonymous Anónimo said...

Acho que os donos das casinhas devem ter pensado "Só mais uma, a minha, não vai fazer mal!"
A Câmara da Praia tá a dormir ou queêêêê!!!!!!!!!!
Que desgraça esta ilha Terceira!!!!!

 
At 22/2/07 08:19, Anonymous João Anastácio said...

A especulação imobiliária não tem fim, não terá, enquanto a classe dirigente não se aceitar como orientadora das boas práticas. Não pode ser só os €€ a comandar a vida, mas também precisamos de gente com ideais, com valores, com moral (mas não moralistas...).
Não destruam o vosso paraíso!

 
At 22/2/07 08:46, Anonymous Anónimo said...

Caros Amigos,
Não consigo entender, se na ilha do Pico esta Paisagem é protegida porque é que estão a acabar com a NOSSA??!!!

 
At 23/2/07 11:51, Blogger klaendestin said...

É impertinente esta situação, já há muito que discuto acerca destas construções. Moro nos Biscoitos, adoro viver lá, mas vejo que está a ser descaracterizado e vamos sem dúvida perder uma zona que até hoje considerava diferente, vai passar a ser igual a tantas outras. Sem dúvida que prefiro ver currais cheios de erva a estas casas, tentei já, ser flexível em relação a isto, pensando em construções típicas do género “adega” mas vejo que ninguém consegue manter esse tipo de ordenação.
Aproveita-se as cunhas, os engenheiros de férias, talvez até um subornozinho (coisa pequena) e lá avançam. Muitas destas casas foram construídas em tempo recorde. Vá lá que ainda não as pintaram de rosa… Tan giro que ficava.
Outra grave questão, sem dúvida, são as fossas dessas casas como refere um leitor. Espero ver os moradores e seus filhos a tomarem banho nas suas próprias fezes.
Pensei já em atitudes mais radicais, mas a consciência falou mais alto. Entretanto tenho esperança numa geração mais sensível para encarar estes problemas, já que esse tipo de consciencialização não existe em quem autoriza e quem constrói, infelizmente!!!
Abrassssssss

 
At 27/2/07 16:46, Anonymous Desiludida said...

Tenho pena de viver num país em que as pessoas olham só para o seu umbigo, se levantassem a testa e vissem mais além tudo seria diferente!

 
At 27/2/07 18:29, Anonymous Anarcataca said...

É fácil criticar por criticar e inclusivé lançar suspeitas e atoardas pró ar.
Convido V. Excias. a lerem na íntegra o P.D.M. da Praia da Vitória - coisa que aposto que muitos nunca se deram ao trabalho de fazer - e que esteve em discussão pública há mais de um ano atrás, não havendo na altura qualquer objecção dos que agora protestam (e outros).
Em relação a esta questão, convido em particular a lerem o disposto nos Artigos 32º e 33º desse mesmo Plano.
Pela leitura dos mesmos, facilmente depreenderão que ACTUALMENTE é impossível fazer-se o que se fez durante muitos e muitos anos nos Biscoitos, e que as fotos em questão se reportam a construções que - embora sem conhecimento específico das mesmas - me parecem à primeira vista perfeitamente legais.
Link para o P.D.M. da Praia da Vitória:

http://www.diramb.gov.pt/data/basedoc/TXT_LN_27542_1_0001.htm

 
At 28/2/07 17:33, Anonymous El_Nino said...

Com tanto mau exemplo nesta ilha para pegar foram buscar umas inocuas casinhas de área minima forradas a pedra que não chocam ninguem, que, como foi referido, cumprem a legislação predominante.
Aliás, com tanto mau exemplo nos Biscoitos, se os 'erros' fossem estes...estávamos a discutir uma paisagem muito diferente.

 
At 28/2/07 23:08, Blogger José Aurélio Almeida said...

Caros(as) Responsáveis pelo Blog "a BELA e o MONSTRO" e Caros(as) Comentadores(as):
Em primeiro lugar felicito uns/umas por terem lançado esta questão e outros/as por estarem a participar na reflexão sobre a mesma. Faço-o porque considero pertinente pensar-se seriamente sobre este assunto.
O planeta, o país, a região, a ilha... não são porções territoriais assim tão grandes para serem usadas de qualquer maneira. Qualquer espaço existente deve ser valorizado e, logo, bem utilizado (ainda que, em alguns casos, a correcta "utilização" seja simplesmente deixar a natureza existir, sem intervenção directa humana).
Se temos isto como verdade, a aplicação do mesmo raciocínio a espaços territoriais ainda menores e/ou possuidores de alguma característica ou conjunto de características que os tornam ímpares força-nos a multiplicar os cuidados a ter no processo de ordenamento e uso dos mesmos.
Entendemos que a freguesia dos Bicoitos, mormente a sua faixa mais litoral (a norte do Caminho do Concelho), é uma dessas zonas que merece atenção redobrada, pelas suas características naturais, paisagísticas, culturais e até económicas.
Nesse sentido, por diversos razões que não é possível esmiuçar num texto desta natureza, achamos que esta zona deve gozar de uma classificação que minimize eventuais alterações do seu uso e paisagem.
As especificações existente no actual PDM, embora com algum valor, não nos satisfazem.
Porquê teimar em construir em zonas com tanto interesse natural, paisagístico, cultural e económico, destruindo os motivos desse interesse, se se pode construir a algumas dezenas de metros, sem afectar algo que é único?
A freguesia dos Biscoitos, e outras circundantes, possuem vastíssimas zonas urbanizáveis que não implicam conflitos de interesse.
O fruto proibido (legal e/ou moralmente) é sempre o mais apetecido mas sejamos inteligentes e superiores às tentações de construir em cima de curraletas, dormir ao som/alcance do mar, satisfazer as necessidades fisiológicas para uma qualquer fossa e ir tomar banho em água conspurcada pelo resultado dessa satisfação.
Sejamos cidadãos e não vilãos.
Que o bem comum seja efectivamente superior aos interesses/apetites individuais.

 
At 28/2/07 23:15, Anonymous Filipe said...

O facto de as casas estarem legais não impede os cidadãos de fazerem críticas!!!
E se calhar as "casas" estão legais porque supostamente estão registadas ou deveriam ser adegas ou casas de apoio à vinha e o facto é que não o são.
E depois, legais ou não, o facto é que desta maneira e a estas proporções a vinha muito provavelmente vai desaparecer, e o que vai servir na altura pensarmos "Mas estavam legais ..." Mais uma vez pelo facto de estarem legais não me traquiliza a mim e a muitas outras pessoas. So peco por não ter estado presente na discussão pública!!!!

 
At 28/2/07 23:25, Blogger José Aurélio Almeida said...

Se me é permito subscrevo, em relação a mim próprio, a última frase do comentário anterior da autoria de Filipe.
De qualquer forma a culpa não está apenas do lado dos "comuns cidadãos". Prova disso é não existirem relatórios públicos nem conclusões relativas à existência e aos resultados de pressupostos grupos de trabalho, a nível regional e a nível concelhio, criados especificamente para estudo e análise de medidas a propor e implementar para esta área paisagística.

 
At 1/3/07 12:32, Anonymous Pedro Botelho said...

Concordo em genero numero e grau com os comentários acima do Felipe e José aurélio,
e pior se a situação é realmente legal aí é que "vaca vai literalmente para o brejo"...
na realidade temos mesmo é que procurar novos governantes/legisladores...
um abraço a todos
Pedro botelho

 
At 1/3/07 12:34, Anonymous pedro botelho said...

Complementando ...

governantes /legisladores com um minimo de consciência ecológica...atençaõ ..não digo eco-chatos...rá...rá..

abraços

 
At 1/3/07 18:00, Anonymous Fabio Monteiro said...

Realmente é um caso um bocado complicado, por um lado existe a legalidade (não sei se é legal, mas pelo que li aqui parece ser), por outro existe a consciencia.
Bem...há uma série de factores que dividem a minha opinião.
os proprietários dos terrenos referidos deveriam ter em maior considerção aquilo que lhes pertence,não acho que seja muito, digamos "paisagistico" uma curraleta com tanta erva que mal se veem as paredes, mal por mal, na minha opinião antes ver lá uma casinha (daquelas do género das que lá existem),na minha opinião não fica muito mal umas 5 ou 6 espalhadas pela orla maritima, mas muito mais que isso começa a ficar exagerado, mas não se pode tar a autorizar os 5 ou 6 a fazer e a negar 20 ou 30. tambem compreendo que gastar tempo e dinheiro a tratar uma "vinha", que chegado o tempo da vindima não dá nada tambem não é aliciante, cabe aos srs. governantes dar apoio e incentivos ao cultivo da vinha naquela zona.
Não consigo perceber porque esses tais "senhores da cidade" teimam em construir as suas casinhas de veraneio no meio de tão bela paisagem, cujo terreno vale cerca 3 vezes mais do que numa zona fora da paisagem.Epá comprem terrenos mais lá para cima, onde tambem veem o mar e a vista é muito mais bonita, e alem disso quando forem para a "calheta", já podem vir mostrar os seus bmw, os seus mercedes e os seus audi, em vez de virem a pé!

 
At 1/3/07 21:07, Anonymous Anónimo said...

So quem faz isto é os senhores engenheiros e os senhores doctores...

 
At 2/3/07 09:55, Anonymous cesar said...

Na minha opinião esta já era uma paisagem condenada a desaparecer, visto que a actividade económica que a sustentava (a produção vinícola), deixou de ser rentável e logo os terrenos são deixados ao abandono. Assim uma grande parte das vinhas, com as suas curraletas, pura e simplesmente desaparecem no meio do mato (já nem falo em erva alta).

Acho que o que está previsto no PDM da Praia da Vitória é uma tentativa de minimizar o inevitável desaparecimento de tão bonita paisagem, incentivando os proprietários a cuidarem do seu terreno. Já que o vinho não é lucrativo , as vinhas pelo menos servirão como entretenimento para os proprietários.

Não nos podemos esquecer que esta é uma paisagem humanizada criada a partir de uma actividade económica que estava ligada à produção de vinho, actividade essa que neste momento não traz qualquer beneficio para os proprietários de vinha!... ninguém vai cavar vinha por gosto ou para a paisagem esteja bonita para o turista e para o veraneante!

 
At 2/3/07 11:49, Anonymous El_Nino said...

A minha opinião não vai de encontro à vossa pela seguinte razão, não estamos a falar duma paisagem natural mas sim duma profundamente humanizada, alterada e pronunciadamente marcada por uma actividade económica ali explorada que não tem continuidade hoje em dia (a não ser que se considere o famoso serrado endémico). Não estamos a falar de um ecossistema frágil e intocado pelo homem. Deixemos de hipocrisias, a partir do momento em que se cimentou a Calheta e se criou um local de veraneio e, sem a minima regulamentação ou cuidado pela paisagem, urbanizaram-se todas as canadas pra baixo da Estrada Regional, sem excepção, todos os problemas que são aqui levantados e alertados devido ao facto de haver actualmente construção de vivendas regulamentada e extremamente limitativa em termos de áreas e materiais a aplicar sempre existiram. Portanto, o vosso actual banhinho na Calheta sempre foi marcado pelas fossas dos outros (já agora deem-se ao trabalho de ver num mapa actualizado desta área dos biscoitos a real dimensão do problema). As vivendas que são aqui demonstradas são secundárias e de área mínima, nunca vão ser moradias de ocupação permanente, com o facto de o PDM limitar a sua densidade de forma bastante clara. Ou seja, a partir da instalação do PDM, não há mais Canadas do Porto. O que está aqui a ser defendido por outras pessoas é a negação da construção pela razão da destruição da paisagem já destruída e defesa do ecossistema já desequilibrado e profundamente humanizado. Ecologia não é negar a influência do homem mas sim minimizar a sua acção.
Para acabar, se querem marcar uma posição, não vão tomar banho à Calheta.

PS - Para quem invoca a legislação vigente no Pico, dois pontos:
1ª - A construção lá não é proíbida:
2º - A actividade vinícola é activa e rentável.
Decreto Legislativo Regional n.º 12/96/A

 
At 3/3/07 06:12, Anonymous Anarcataca said...

Ao el_nino: Nem mais nem menos.

Reforço;
O que se pretende com a legislação vigente não é proibir a construção, antes cercear e controlar a mesma, por forma a evitar precisamente os erros cometidos no passado.
Aliás, pela leitura do Nº6 do Artigo 33º, é apreensível que o objectivo é precisamente promover a conservação da vinha por parte dos proprietários de vinhas COMPROVADAMENTE tratadas e a produzir verdelho, dando-lhes a possibilidade de construirem adegas, com áreas e dimensões extremamente reduzidas, obviamente devido ao fim a que se destinam.
Ainda referiria outra questão. Hoje (e de há uns anos para cá) só é permitido construir HABITAÇÃO (esqueçam as adegas) nos Biscoitos com uma área bruta de construção máxima de 120 m² (alínea c do Nº 4 do Artigo 33º), o que significa que pelos erros do passado, hoje, um agregado familiar relativamente extenso não poderá ter uma habitação própria construída de raiz com uma tipologia superior a um T2 bom ou um T3 mísero.
Ou seja, por uns pagam todos e não se promove, antes desmotiva-se a fixação de população.
Por último, e embora respeitando a intenção e a vontade da Gê Questa, queria sugerir que, em vez das fotos apresentadas em exclusivo, tivessem, por exemplo, apresentado as mesmas fotos em comparação com as "maisons" já construídas há mais tempo dos tais Srs Doutores e Engenheiros que alguém referiu, essas sim, os verdadeiros "cancros" da paisagem (paisagem no sentido lato), quando comparadas com estas "casinhas" verdadeiramente inócuas, o que levaria, quiçá, a um elogio do que se está a fazer quando comparado com o que se fez (ou não fez) antes.

 
At 3/3/07 10:48, Anonymous Filipe said...

Ao el ninho e amigos:

Em 1º lugar é claro como água que a maior parte dos donos daquelas casinhas não são proprietários de mais área de vinha para além daquela ocupada pela sua casinha, portanto a vinha não é mantida pelos proprietários das casinhas julgo eu.

Em 2º só por não ser rentável a vinha, e claro que não é pois ali a vinha é mantida praticamente só por gosto e por tradição de família, não quer dizer que deva desaparecer uma vez que marca uma parte da história, cultura e economia da ilha, tal como muitas outras actividades que são mantidas apenas por uma questão cultural, mas que mesmo assim vale muito a pena manter ainda por cima agora que tanto se fala em turismo.

Em 3º tirando a parte das casinhas que tanto me transtornam e essas sim é que desequilibram o ecossistema, não acho que a vinha em si esteja danificada, destruida, desequilibrada e/ou esquecida, a prova disso é dada pela altura da vindima nas festas dos Biscoitos em que basta passar por lá para ver as enúmeras pessoas a trabalhar a vinha e nenhuma delas espera dai tirar dinheiro para o seu sustento. O próprio Museu do Vinho nos Biscoitos (paragem quase obrigatória dos circuitos túristicos da Terceira) comprova a associação da vinha aquela freguesia.

4º e último não esquecer que a área aqui em discussão é muito pequena o que a torna extremamente sensível a qualquer intervenção, ou seja aqui aplica-se o ditado "grão a grão faz com que a vinha desapareça".

Se o impacto das casinhas é assim tão pequeno como dizem alguns, então convidaria os mesmos para um belo passeio pelas vinhas dos Biscoitos daqui a 10 ou 20 anos (tendo em conta o mesmo ritmo de proliferação de casinhas) para discutirmos a diferença relativamente ao que se irá ver!!!

 
At 6/3/07 11:59, Anonymous El_Nino said...

ao filipe:

em 1º lugar,os proprietários não podem ser donos só daquela parcela visto que só 2% da área poderá ser construída, o que quer dizer que para mais 2 alqueires restam-te 50m2 de construção, portanto o proprietário terá uma grande quantidade de terreno para cultivar e cuidar. Ou seja, é claro como água, é melhor ver a lei antes de conjecturar.

em 2ª lugar, concordo por total que a vinicultura não deva desaparecer, aliás, ninguém referiu o contrário. Esta regulamentação pretende INCENTIVAR a manutenção da vinha e da paisagem LIMITANDO a construção. Por acaso não conheces a regulamentação anterior a esta? Era bem mais permissiva, garanto.

em 3ª lugar, a vinha como actividade comercial praticamente deixou de existir, o que é diferente de ter sido abandonada. O que acontece é que uma geração mais velha é que tem o gosto e prazer nesta actividade e, visto que as novas gerações não estão muito para aí viradas, pode-se ver que o caminho para o abandono da actividade não é tão longíquo assim. Se isso acontecer, e sem esta regulamentação, imagina o que se fará a áreas descontinuadas da sua actividade daqui a 20 anos.

4º e último, sim, a área é pequena, e 2% dessa área pequena serão na melhor das hipóteses construídas. É necessário fazer contas? 98% da área está limitada exclusivamente para a cultura da vinha, isso põe em causa a actividade? O ecossistema?

Para finalizar, o que me incomoda neste thread é verificar que existe algum desconhecimento na forma correcta de proteger áreas ligadas a actividades agrícolas, que, como é conhecido, sofrem o abandono dos seus proprietários. Esta é uma situação que ocorre em inumeradíssimos sítios e exemplos de intervenção não faltam. A total proibição de construção levou ao abandono dos terrenos, enquanto que a entrada controlada de outra função, neste caso a habitacional, levou a resultados satisfatórios.
Acarreta sempre uma perda e uma mudança na paisagem, mas ao menos é mínima e controlada. Neste caso concreto, invés de ficarem chocados pela construção, vejam a lei que está por trás e o que ela pretende e ver que afinal as vossas preocupações estão lá e são a razão de haver regulamentação própria para esta área.

PS - Obrigado pelo convite para o passeio. A que horas e onde?

 
At 6/3/07 12:54, Anonymous filipe said...

Ao el nino:
Desculpa mas volto a repetir e estás muito errado ou és ingénuo!!!!!!!!!!!!!! a maior parte dos donos daquelas casinhas não são proprietários de mais área de vinha para além daquela ocupada pela sua casinha, portanto a vinha não é mantida pelos proprietários das casinhas.

Lá estás tu com o discurso das legalidades... vira o disco e toca o mesmo... (que nem é isso que está já em questão).

Discordo de todos os pontos que referes, mas respeito!!!

Enfim pontos de vista muito diferentes.
Ainda bem que aceitas-te o convite, daqui a 10 anos combinamos a hora e o dia e eu ponho neste blog a conclusão do que vimos na vinha!!!!!

E não te esqueças duma coisa mt importante que acho q te estás a esquecer, mesmo que as casinhas estejam legais, do licenciamento ao cumprimento do que realmente está escrito na lei vai infelizmente uma distância EEEEEENNNOOOOORRRMMMMEEE!!!
Um abraço, e ficas com a tua e eu fico com a minha!!!!!!!!!!!!!!!

 
At 6/3/07 13:53, Anonymous Fabio Monteiro said...

Em relação á questão de apenas 2% da area poder ser utilizada para construção, existem sempre maneiras de contornar a situação, a maior parte dos proprietários manda (literalmente) "arrancar" a vinha ficando apenas o chão, que a maior parte das vezes é coberto de bagacina pa servir de um belo parque de estacionamento para as visitas, outras vezes a vinha fica lá quase cortada pela raiz.

 
At 6/3/07 15:12, Anonymous cesar said...

Não percebo como se pode dizer que os donos das ditas "casinhas" não são donos de mais área de vinha, se para ter a licença para fazer a "casinha" é preciso a tal área de vinha, que deverá estar devidamente cultivada e tratada. É certo que o licenciamento e a fiscalização por parte das câmaras nem sempre funciona de acordo com o que esta regulamentado, mas não vamos entrar em exageros. Não se pode dizer uma coisa destas de forma leviana, é preciso provar e se assim é deverão ser feitas as respectivas diligencias para corrigir a situação.

Não haja duvidas que é bonita, até romântica, a ideia de que a vinha deverá manter-se tal como era à 20 ou 30 anos atrás. Só que actualmente os proprietários deverão, muito felizes, cultivar a vinha com métodos ultrapassados (onde a valia é a força de braços)sem que tirem qualquer proveito, a não ser a felicidade (volto a repetir)do turista e do veraniante.

A verdade é que as vinhas são propriedade de privados que não são obrigados a investir numa coisa que não lhes traz qualquer beneficio. Por isso, se a regulamentação (PDM)não deixar fazer nada, os donos... não fazem nada e a vinha fica ao abandono (grande parte das vinhas já estão abandonadas, é uma questão de tempo para ficarem convertidas em mato). Logo a solução encontrada pelo poder local (Câmara Municipal)foi a regulamentação daquela área de modo a que se pudessem construir as tais "casinhas" como forma de incentivo ao cultivo da vinha (isto já foi dito anteriormente).

Se tudo correr bem também terei uma "casinha" ao pé do mar na minha vinha abandonada dos Biscoitos, onde espero produzir uns belos garrafões de verdelho para consumir com os amigos. Por isso falo como proprietário e digo que se não houver "casinha" eu não vou cavar vinha por desporto nem vou pagar homens a preço de ouro. Fica a vinha a produzir MATO.

 
At 14/3/07 13:21, Anonymous Pedro Botelho said...

Para finalizar a minha participaçao nesta cunversa de jovens senhores...

PDM , decreto lei ,2% , alinias,T2 ,T3...nada disso amigos ...
o que estamos a discutir aqui ,sadiamente,diga-se de passagem,na minha modesta opinião , ê apenas uma questao de sensibilidade....ou se tem ... ou nao se tem ...o resto caros amigos sao meras delongas ...
um abraco a todos e que venham mais e melhores discussões...
Pedro Botelho

 
At 17/3/07 00:07, Anonymous Anónimo said...

Ai, ai, ai os fundadamentalismos... Só há uma solução. Ou o vinho dos Biscoitos é negócio e a área de produção que ocupa será poupada ou então quem não gosta de casinhas terá que ir viver para o Ilhéu das Cabras, do Feno, da Mina, do Norte, do Carapacho, de Vila Franca, da Praia, Fradinhos, Formigas ou outros à escolha. Ladrem menos e comprem os terrenos de vinha em causa, dediquem o cabedal à vitivinicultura sem subsídios, em alternativa a passar o dia a passear de carro, e garanto-vos que serei o primeiro a ir mamar uns copázios da Vossa vinhaça aos Biscoitos... pagando, claro!

 
At 19/3/07 17:57, Anonymous el_Nino said...

Para finalizar a minha intervenção neste thread (e citando um título duma conhecida obra de Jane Austen) o que estamos a discutir aqui é apenas uma questao de 'Sensibilidade e BOM-SENSO'....ou se tem ... ou nao se tem ...o resto não são delongas, mas sim argumentos.

 
At 27/3/07 16:15, Anonymous Ulisses said...

Bom... quanto à viabilidade económica da vinha dos Biscoistos muito poderia ser discutido. O que falta nos Biscoitos (na restante região) é uma aposta forte na criação de uma marca Açores, forte e capaz de competir, seja a que preço for, tanto no mercado nacional como no nacional. O vinho da região Biscoitos tem cracterísticas únicas e pode ser explorado muito para além do que tem sido até agora. É pena o conservdorismo e o tradicionalismo bacoco serem tão grandes empecilhos no desenvolvimento económico do país. Muitas vezes a coisas resolvem-se com uma boa acção de marketing e uma renovação de imagem, et voilá, um produto capaz de competir seja com o que for. É assim em França com os queijos ou os Champagnes, com as motas ou os autmóveis de culto nos EUA, ou um pouco por todo mundo. Mas é necessário acreditar em dar o salto e criar qualidade... Será que os açoreanos estão dispostos a isso? Será que conseguem evitar o kitsch? ;)

 
At 5/6/07 20:03, Blogger Biscoitos said...

Para quem defende que isto é uma boa opção, quero lembrar que um terreno abandonado é recuperável, com muito trabalho e tempo, 4 a 7 anos para o caso de uma vinha, pois foi o que aconteceu quando chegaram cá os 1ºs Povoadores! O betão torna este trabalho um "pouco" mais dificil!!

Tiago Resendes

 
At 30/11/07 00:31, Anonymous São Roque said...

Algém aqui sabe o que é que custa manter um vinha o ano inteiro, e ter acesso a ela so a pé! Alguem sabe como era a "Canada das Vinhas" ha 20 anos a tras? Viva o "alcatrão" e as terraplenagens! Era inevitável que depois das "auto-estradas" criadas se chegue la de BM e de auto-betoneira!Agora é tarde!
Chapeu!
Se se mantiver assim ja não é mau!
Ha aqui tanta inveja de não poder ter uma casinha no meio da vinha à beira mar... eu queria ter uma!

 

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